28 de fevereiro de 2011

Para onde foi nossa capacidade de SENTIR? se IMPORTAR?

Eita mundo difícil, complicado, agitado!
A correria e as imposições da vida moderna vem alterando de forma impressionante a sociedade, as pessoas, e algumas mudanças são necessárias, outras são puro desastre.
Semana passada jantando com um amigo de muitos anos, ouvi-o dizer: Eu sinto saudade de chorar, saudade de chorar diante de Deus, de chorar com as pessoas, de chorar pelas pessoas. Ele assumia sua incapacidade de ser sensível, sua frieza para com Deus, indiferença para com  os outros.
Ontem tive a triste notícia de uma igreja onde participei muitos anos que foi tragicamente destruída pelo fogo, um incêndio de grandes proporções levou som, instrumentos, cadeiras, computadores, até o prédio será demolido, tudo, conquistas que levaram mais de 10 anos destruídas pelo fogo em 40 minutos.
Fui ao local estarrecida, falei com as pessoas, chorei, orei, em minha perplexidade fiquei durante a noite orando.
Mas algumas pessoas que olhava a cena de perdas pareciam não se impressionar, não sentir o quanto aquelas perdas eram significativas, sorriam, colocavam o papo em dia, meio casual, descontraído.
Tanta dor nesse mundo, tanta desgraça, pessoas desesperadas, tristezas sem tamanho, e me pergunto, onde está a nossa capacidade de SENTIR, se IMPORTAR.

Faço essa pergunta  a mim, aos Cristãos, aos que por causa da Fé falam, agem em Nome de Deus, faço essa pergunta ao sábio, ao terapeuta, aos estudiosos, pq julgo que a Fé, o Saber, deveriam no mínimo nos tornar seres humanos APAIXONADOS, SENSÍVEIS, COMPROMETIDOS... mas parece que não.

Nos perdemos em tantos interesses, somos engolidos pela vida, pela rotina, pela agenda lotada, pela indiferença, nos permitimos ser moldados pela mídia que defende uma vida absolutamente egoísta e altiva. E quando deixamos de amar e nos importar de verdade, deixamos de ser humanos e não nos assemelhamos com o Criador!

Um comentário:

Bruna disse...

peço pra Deus pra sentir mais. amar mais e sofrer mais com os que sofrem. e não me conformar com esse cristianismo mesquinho de que apenas eu sou "mais do que vencedor" e pronto.